Antigo blog Anderson Ribeiro

Há quem, com seus superpoderes, domine ler pensamentos. Destes, há quem os ouça, inclusive. Nestes, costumo provocar ilusão de áudica. Anderson Ribeiro
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outubro 26, 2015

Rascunho















Te procurei Tentei te achar E nessas idas e vindas minhas pra te encontrar Eu tive a ilusão De que tudo acabaria bem De que tudo que eu fazia era acertar O meu maior receio era morrer pro seu olhar E eu disse não As vezes o que se espera da dor É a alegria de dizer que o que passou não vai vencer o coração E eu me pego a costurar todas as nuvens Num desenho bem melhor Um rascunho que dissesse de você Pra entender porque Tudo era poesia o que Em minha mente acontecia Procurando te fazer me enxergar Porque tudo que eu queria era saber O que fazer para te ver feliz Gastei canetas em rabiscos Busquei ajuda nos meus discos e ouvi Dont let me down Oh, darling Get back, please! Yesterday was a hard day's night
Anderson Ribeiro
26/10/2015

outubro 23, 2015

Wait For Me

Entre recantos e o céu dramático
Acho riscos e nuances e me atrevo a cantar
Entre ladeiras e esperas infindas
Eu me encontro e padeço mesmo em qualquer lugar

Se são colinas eu avanço bem alto
E o salto quase sempre penso bem devagar
Mas nos abismos eu contemplo por cima
Me despeço da preguiça e saio a caminhar

Eu que não percebo a notícia
Que corrompe e assusta o menino amor
Eu que sempre peço desculpas
Por não reconhecer o seu caminho e sua dor

Sempre falo o intervalo e o durante
E emudeço no instante em que você chegou
Paraliso meu destino e ensino
Pro meu peito o que é preciso pra te ter aonde for

E nessa estrada I 'll be back, wait for me
I 'll be back, wait for me
I 'll be back, wait for me

E na estrada I 'll be back, wait for me
I 'll be back, wait for me
Just I 'll be back, wait for me

E nas visões em que me pego assustado
Me pergunto o motivo e te peço perdão
E na cegueira não consigo ter mais
Que um instante dessa brisa que se chama emoção

Sempre esboço um esforço acuado
Pelo trato que rebate a força do coração
Teimo e falo do contrário o apelo
Que acomete quem se arrisca a romper com a razão

Tenho medos e assombros e frios
E assustado me remeto a cuidar de você
Esses calos que me calam arrepios
Responsáveis devem ser por me fazer aprender

Eu que já não mais me suporto
Defendendo aquele sopro do partido razão
Volto ao caminho dos cegos
Enxergando com a força do caminho canção

E na estrada I 'll be back, wait for me
I 'll be back, wait for me
I 'll be back, wait for me
Oh, baby, baby, baby!

E na estrada I 'll be back, wait for me
I 'll be back, wait for me
Just I 'll be back, wait for me

Anderson Ribeiro
18-10-2015

agosto 06, 2015

A Cena Rock da Contagem das Abóboras

Matéria do jornal Folha de Contagem feita pelo Victor Machado sobre a cena rock da cidade da qual eu tive enorme orgulho de participar. 

Acesse este link para ler a matéria completa! 

Também saiba mais sobre a Conexão Contagem Alternativa e a cena rockeira da cidade.

março 06, 2015

Resumo


Eu tenho um silêncio de lusco-fusco
E asas de nadar feito minhoca
Tenho rédeas translúcidas
E cabresto sob medida para pular de pára-quedas
Uma loucura lúdica de empinar pipa
E um atabalhoamento de fazer cócegas
Costumo um estampido  exagerado
E tenho gelinhos de estimação que enxugo sempre que não é possível
Tenho palavras soltas e ideias inatingíveis
Tenho alguns sorrisos e uns amigos que riem deles
Uns poucos relâmpagos debaixo do braço que são pra sonoplastia própria
Não me imagino sem meus pasteis de vento solar noturno
São lindos!
Uma vez tive um esparadrapo por uma semana
Ficava no pé curando verruga
Me desfiz deles
Troquei por algo menos bolorento e doído
Acho que meu relâmpago era trovão, raio não era
Ainda tenho uma caixinha com letras bonitas
Dessas que dizem da gente em troca de sorrisos
Vivo tendo de explicar que decidi parar de sentir cócegas
E que já xinguei o monstro de areia dos meuis sonhos infantis
Dei uma lição nele
Meu menino não me larga
Nem eu dele
Dois bobos alegres
Me restam muitas histórias de protagonista
Isso é bom pra viver mais
Tenho amores e umas rabujices
Acho que por causa do atabalhoamento
Acho que por causa do improviso
Eu tenho sonhos de vagalume
Desses que iluminam o breu pra dar uma espiadinha
Eu tenho sorte
E um amor que cuida de mim

Anderson Ribeiro
06/03/2015


fevereiro 04, 2015

Redoma


Vendo destroços de um homem morto
A venda e os olhos combinam o valor da cena
Encerro os lábios de um riso torto
As formas contínuas de quem tem talento para superar campos de força
Estendo a mão mas a proeza me foge
E só me ama quem tem a visão alem do alcance.
Encerro um poema que entabula um ciclo
Circulo palavras que me entregam a mim
Duvido das teorias que sentenciam pecados
E peco ao amontoar medos em vão
A busca é a do ritmo que seduz
Aquele o qual qualquer querer o quer
Quando todas as sentenças perderam o valor
Vamos dançar!
Subjetivo é o verbo em que as verdades convergem
O mais amplo dos poderes
O mais vertical dos sentires
Alienígenas nascidos aqui
Mutantes que nossa culpa forjou
Silêncios barulhando ideais
Rumo ao som que retumba
Gélidos vulcões prestes a desistir
O magma que acalma qualquer rebento
Sons que movimentam centenas de centelhas
Sufixos que sequelam seus pares
Retumbo vertigens de um homem corpo
Sou fotovoltaico!



Por Anderson Ribeiro
04/02/2015

janeiro 04, 2015

Entabulário


Entabulário

Mensuro pirâmides redondas
E apago em mim sua ilusão de áudica
Cenas de fotografagia acometidas de ritmos
Seres humanos que entorpecem os sentidos
Cenas sonoras de outro mundo
Nós surdos
Nós dois
Nos dois sentidos infinitos
Nós que sabemos desentender
Nos desfazeres que sabemos
São sentidos que se juntam, que se dividem
E são sentidos incondicionalmente, esses são os bons.
Entabular uma prosa com o sopro
Soprar uma flor que se esfacela e voa
O rumo é o ritmo do vento que resvala no ser
E o ser é aquele que contém um nada composto
São lados infinitos
São espalas curvas as que encaram a verdade
Cegas que vislumbram outras vertigens
Nós nos tornamos ventre
E nascemos dele
Nós nos desfazemos
Nos nós que fazemos
E enquanto os lados se curvam
A mente recria
A mente desdobra as formas finitas
E as formas que mentem o que são
Caem em contradição.

Anderson Ribeiro
01/02/2015

Mini Superlativos


Mini Superlativos

Minha relação de superlativos inclui os mínimos.
Inclui a síntese discriminada.
O ínfimo que se agiganta.
Minha relação de superlativos inclui a ausência, as suposições e as tentativas.
Inclui as camadas e exonera abstenções, várias delas.
Os latifúndios não se inclui, no fundo não existem.
No fundo se apequenam.
Minha relação discrimina suspiros mas não descrimina seus algozes.
E em meus suspiros relutam seus meios, seus regalos.
São camadas e são inteiros, seus intervalos.
Adiante dos mínimos estão as metades
E das metades as fraturas dos gigantes.
Todas as sequências tem uma sina
A da eloquência é a surdez.
A da balburdia o pecado do tolo.
Quem tem encantos sofre de seus cataclismas
Pois é do instante que vivem os prazeres e sua doses.
É do imediato o sabor do tempero.
A erva que prevalece.
São sinônimos de trevas e luz.
São a resposta.
Minha relação de superlativos inclui os mínimos
Inclui a vontade descriminada.
O querer que se justifica.
A razão que nunca houve.
A semente surda.
A resposta que ouço.
O que canto.

Anderson Ribeiro
04/02/2015

janeiro 02, 2015

Alice

Alice


Quem ali se preocupava?
Quem ali se encantava?
Quem ali se encontrava?
Quem ali se deslumbrava?


Quem ali se arrependia?
Quem ali se escondia?
Quem ali se desmanchava?
Quem ali se perpetuava?

Quem ali se corrompia?
Quem ali se contorcia?
Quem ali se distorcia?

Quem ali se agigantava?
Quem ali se apequenava?
Quem ali se encontrava?

Anderson Ribeiro
02/01/2015
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